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Lirielll
às
22:11
quarta-feira, 16 de junho de 2010
No dia 10 de junho de 2010 o governador Alcides Rodrigues esteve na cidade de Iporá para inaugurar a estação de tratamento de esgoto.
O evento ocorreuna parte da manhã e teve a presença de parte da população. Entre os participantes estavam alguns alunos da UEG de Iporá. Estes foram até o local para fazer algumas reivindicações em prol da Instituição UEG. Os universitários estavam em número de apenas 05 (cinco) decidiram fazer uma manifestação pacífica, entregando panfletos e utilizando duas faixas. O conteúdo das faixas demonstrava indignação quanto ao descaso para com a UEG e sua real situação. Já nos panfletos eram destacados alguns pontos como; valorização dos professores, melhor estrutura e assistência estudantil. Logo que o evento teve início os universitários tomaram suas posições e começaram a realizar seus trabalhos. Uma das faixas foi colocada na entrada da estação de tratamento e a outra ficou em mãos, sendo levantada pelos próprios estudantes e os panfletos estavam sendo distribuídos por outros três alunos. Agora, vamos ao que interessa.
A faixa que fora colocada na entrada da estação foi RASGADA. Em seguida, alguns policiais (isso mesmo, eu disse policiais) chegaram até os universitários e ordenaram que guardassem a faixa sob a ameaça de prendê-los. Os estudantes indagaram sobre o porquê da proibição. Por que não podiam permanecer com a faixa estendida? A resposta foi a seguinte : "Porque sim". Também foi dito aos alunos que estavam proibidos de fazer qualquer tipo de manifestação no local e se não cedessem iriam ser detidos sob a alegação de desacato a autoridade.
1° É direito de qualquer cidadão exercer a liberdade de expressão.
2° Em nenhum momento os universitários fizeram algo que os condenasse. Uma das faixas que foi rasgada trazia uma mensagem sobre o coronelismo ainda existente em nosso estado e os estudantes foram severamente reprimidos. Mas, qual o risco que as faixas representavam? O risco de mostrar a verdade e fazer as pessoas pensarem? Em que país vivemos? Existe realmente democracia? Formam-se cidadãos críticos para ficarem calados? REPITO: Estudantes foram reprimidos e ameaçados de serem presos por apenas distribuírem panfletos e segurarem uma faixa!
VERGONHA, VERGONHA, VERGONHA!!
Como podemos definir a atitude de nossas autoridades: de autoritários, ditatoriais ou repressores?
Os meios de comunicação "viraram as costas" (nenhuma foto sequer) apenas uma rádio local procurou os estudantes após a repressão.
Os universitários não reagiram. Foram embora com o sentimento de missão cumprida e também sentindo na pele as marcas de uma falsa democracia e de uma ditadura camuflada.
O Poder deveria se basear na arte do convencimento por meio do diálogo.
A força é instrumento da ditadura! Ao mesmo tempo, é sinal de fraqueza.
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Cindy Michelle
às
12:14
sábado, 13 de junho de 2009
A manifestação começou por volta das nove e vinte. Nos reunimos no pátio para explicar o motivo da manifestação e fazer algumas declaraçõe. Alguns alunos e professores se revezaram no microfone. Saímos pela Avenida JK em direção ao cruzamento da Avenida Brasil com a Goiás. Lá, com o sinal fechado, mostramos faixas aos motoristas e pedestres, e subimos pela Avenida Goiás, em direção à Praça Bom Jesus.
Ilustração 1: Subindo a Avenida Goiás
Ilustração 2: Subindo a Avenida Goiás
Quando subíamos a Goiás, houve desentendimento com a polícia, que apareceu perguntando se havia algum representante do movimento, dizendo que estava “desorganizado”, e que a manifestação precisava de alguém que estivesse à frente. Na verdade o interesse era pegar uma pessoa como “cobaia”, expressão utilizada pelo próprio policial.
Ilustração 3: Polícia pergunta "quem é o representante da manifestação?”.
Ilustração 4: Policial diz que vai levar Adriano como cobaia, por ninguém se identificar como representante do ato.
Ilustração 5: Querem levar alguém até a delegacia, dizendo que precisávamos de autorização para manifestar.
Ilustração 6: Fomos atrapalhados várias vezes, carros paravam na nossa frente.
Ilustração 7: A manifestação foi pacífica.
Ao chegar à Praça Bom Jesus, fizemos um jogral, para que a população pudesse entender o motivo de estarmos ali. Descemos pela Avenida Barão do Rio Branco, viramos na rua Desembargador Jaime, onde está situado o colégio estadual Santana, e continuamos pela Avenida Goiás. Não houve mais problemas com a polícia na volta.
Existiu a idéia de se queimar pneus, mas, por falha na comunicação, as coisas não funcionaram.
Ao voltarmos para a Unidade Jundiaí, fizemos uma assembléia apara avaliarmos nosso ato, deliberamos que:
- Cindy e a profa. Eliane Anderi farão um apanhado de notícias para enviarmos ao Renato atualizar o site do Fórum de Defesa da UEG;
- Na próxima quinta-feira, (18/06/09), às nove e meia, na Unidade Jundiaí, faremos uma reunião com alunos do Campus da BR (reunião essa que foi transferia para o dia 19/06/09);
Depois dessa assembléia, nos reunimos com alunos da UNUCET, estando presentes integrantes de todos os Centros Acadêmicos dos cursos matutinos da UnUSCEH, professores e técnicos administrativos. Avaliamos o ato do dia, percebemos que houve falta de comunicação em relação à queima ou não dos pneus. Vimos uma data que ficasse melhor para termos a presença de alunos do Campus em nosso ato que seria na quinta, e, para melhor participação deles, ficou marcado para sexta-feira (19/06/09), na hora do intervalo (9 horas), e que faremos na terça uma “Jornada de Mobilização em Defesa da UEG”, nome criado para atos em várias unidades. João Felipe se responsabilizou em articular com algumas unidades: Iporá, Morrinhos, Formosa, Ceres, Santa Helena, Porangatu, ESEFEGO e as duas unidades de Anápolis. O ato é bem simples e simbólico, com música, algumas palavras de ordem, para manter aceso o fogo da luta e para que se crie um clima de unidade e mobilização.